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Portugal ainda tem muito a fazer nos portos

(foto: Hapag-Lloyd)
Portugal ainda tem muito a fazer para a obtenção de níveis de excelência no sentido de reforçar a sua posição no mapa mundial de portos e igualmente na competitividade do seu próprio comércio internacional. Esta foi uma das conclusões do 3.º Encontro das Comunidades Portuárias dos Portos Portugueses do Continente, realizado no dia 17 de Novembro, no Porto de Leixões.


Mesmo tendo em linha de conta que Portugal é reconhecido internacionalmente como estando entre os 20% de países com melhor desempenho logístico e com melhor conetividade dos seus portos, foram consideradas reformas transversais, meios e capacidade para as executar para aumentar a competitividade logística.
As Comunidades Portuárias dos Portos Portugueses do Continente consideram ser precisa uma perspetiva pragmática na operacionalização das políticas para os portos portugueses, orientada pela vontade de executar aquilo que já resultou de uma reflexão anterior e profunda e em um apelo à ação dentro do contexto temporal dos projetos resultantes do Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas (PETI).
Por isso mesmo, evidenciam uma preocupação pela aparente inação em torno destes investimentos, nomeadamente dos classificados de primeira prioridade. Neste sentido, abriram as portas a uma cooperação com o Governo para que os portos nacionais, num quarto século, passem das 82 milhões de toneladas de carga movimentada, em 2014, para as 200 milhões de toneladas de carga em 2040.

Aproveitar fundos financeiros
Daí a prioridade para o aproveitamento dos fundos financeiros disponíveis para a concretização dos projetos elencados no PETI. Mas não só. Consideram que há que repensar profundamente os processos do negócio portuário de modo a encontrar ganhos de eficiência e de eficácia nos portos portugueses. Ganhos que possam ser passados à cadeia logística sob a forma de redução do custo de trânsito das cargas.
Não menos importante, o 3.º Encontro das Comunidades Portuárias dos Portos Portugueses do Continente evidenciou as valências das novas tecnologias de informação e comunicação no futuro do negócio portuário e do modelo de governança coletiva, que entendem ser fulcral para assegurar a qualidade da oferta portuária garantindo, ao mesmo tempo, a passagem à cadeia logística dos ganhos dessa qualidade.

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